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Acionista ou credor?
Veja se vale investir em títulos de dívida
Ao invés de acionista, tornar-se credor de uma grande empresa por tempo determinado. É esta a ideia por trás dos títulos de dívida ou debêntures, opção de investimento que promete boas ofertas dado o atual cenário de crise, em que as empresas lançam mão de todas as alternativas para captar recursos.
Um título de dívida é um vale, que atesta que você emprestou dinheiro a uma companhia e que descreve os termos de reembolso (prazo, remuneração, garantias, periodicidade de pagamento de juros etc). Em geral, o pagamento é feito da seguinte forma: ao final do prazo pré-estabelecido, recebe-se a quantia correspondente ao valor principal emprestado; e, periodicamente, o chamado cupom, referente aos juros incidentes. Cada debênture emitida representa uma fração do total da dívida contraída pela companhia no ato da emissão e pode ser negociada no mercado secundário.
Quem emite debêntures – Somente companhias abertas podem emitir tais papéis. Para tanto, precisam convocar uma assembléia geral dos acionistas para autorizar a emissão, elaborar uma escritura de emissão registrada em cartório, efetuar o registro dessa emissão junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e providenciar a negociação das debêntures junto ao mercado comprador.
Para quem quer investir – O investidor interessado em adquirir debêntures deve ter uma conta em corretora de valores. Prefira sempre papéis de companhias sólidas e estude a empresa antes de efetuar a compra. Apesar de mais rentáveis, tais empréstimos possuem o risco inerente de default (calote).
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