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O fumo e elas
Tabagismo tem impactos específicos nas mulheres
A proporção de mulheres tabagistas tem aumentado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), elas já representam 20% do número total de fumantes no mundo (cerca de 1,3 bilhão de pessoas). No Brasil, 9,8 milhões de mulheres fumam. Por isso, o Dia Mundial sem Tabaco deste ano, realizado em 31 de maio, focou sua campanha nelas.
O fumo é maléfico tanto para homens quanto para mulheres, mas nelas há peculiaridades: a mulher fumante tem um risco maior de infertilidade, câncer de colo de útero, menopausa precoce (em média, dois anos antes) e dismenorreia (sangramento irregular).
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o cigarro já é responsável por 40% dos óbitos de mulheres com menos de 65 anos e por quase 10% das mortes por doença coronariana nas com mais de 65 anos. As mulheres que tomam pílula anticoncepcional têm dez vezes mais riscos de sofrer ataques cardíacos e embolia pulmonar do que as que não fumam. E as fumantes também têm 22% mais chances de ter um acidente vascular cerebral (AVC).
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