Nutri
De gotinha em gotinha
Adoçantes são seguros e ajudam na dieta, mas é bom conhecê-los melhor
O adoçante se tornou item obrigatório na lista de compras de quase toda família brasileira. No entanto, muita gente desconfia de seus efeitos à saúde e de sua real eficácia na perda de peso. A nutricionista-chefe do site Minha Vida, Roberta Stella, atesta: por terem maior poder de adoçar, realmente ajudam na dieta. Mas o ideal é seguir a orientação de um profissional para manter a saúde.
Os adoçantes são divididos em dois grupos: os naturais e os sintéticos. Os naturais são sacarose (açúcar refinado), frutose, glucose, sorbitol, manitol e maltitol. No entanto, para quem deseja emagrecer e para os diabéticos, os mais recomendados são os artificiais (sacarina, ciclamato, aspartame e sucralose). “Os adoçantes sintéticos apresentam maior poder dulçor (pequenas quantidades fornecem alta doçura) e baixíssima quantidade calórica, auxiliando na redução da quantidade energética da dieta”, explica Roberta Stella.
Segundo a nutricionista, o consumo exagerado de adoçantes pode, sim, fazer mal à saúde – assim como o excesso de açúcar. Os principais sintomas são dor de cabeça e diarréia, e variam de pessoa para pessoa. Porém, a quantidade de ingestão considerada segura é bastante elevada e, por isso, raramente atingida. “Também é importante lembrar que, apesar de recebermos muitos e-mails falando sobre o poder cancerígeno dos adoçantes – principalmente do aspartame –, eles não passam de especulações sem comprovação científica”, afirma.
Ainda assim, antes de partir para adoçantes e produtos diet e light, é sempre bom consultar um nutricionista, principalmente no caso de gestantes e crianças. “Para estas populações, o mais indicado seria modificar os hábitos alimentares, evitando o uso frequente de adoçantes”, conclui Roberta Stella.
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