Training
Remédio para o coração
Especialista em medicina do esporte aponta benefícios e riscos da corrida
Dia 27 de setembro é o Dia Mundial do Coração. E, para marcar a data, o doutor José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME), explica quais os benefícios e os riscos da prática de corrida para o coração.
Segundo Lazzoli, todo exercício aeróbico, desde que praticado regularmente, ajuda na prevenção tanto para quem é saudável quanto para quem já apresenta alguma doença ligada à saúde do coração. “A prática regular de corrida ou caminhada reduz as chances de uma pessoa desenvolver doenças cardiovasculares e impede a progressão de doenças já existentes, como hipertensão arterial e doença coronariana”, explica o médico.
Lazzoli compara a atividade física com um remédio: todo medicamento tem uma dose ideal para cada pessoa. Se a dose aplicada for alta, o paciente sofrerá efeitos colaterais. Se for baixa, não terá o efeito desejado. O mesmo acontece com o exercício físico. “A atividade deve ser dosada de acordo com o perfil da pessoa. Por exemplo: sabe-se que o efeito da corrida na hipertensão dura 24 horas. Portanto, uma pessoa hipertensa deve correr todos os dias. Já o efeito sobre a diabetes e o colesterol dura de 48 a 72 horas, então a pessoa diabética ou com colesterol alto não precisa praticar diariamente”, explica.
O perfil do atleta também interfere no tipo e na intensidade da atividade escolhida: caminhada ou corrida. “Para um maratonista, a caminhada é uma dosagem muito baixa. Já uma pessoa sedentária deve começar caminhando e, aos poucos, adicionar corrida aos treinos”, afirma Lazzoli.
Se a dose da atividade física estiver correta, é possível maximizar seus benefícios e minimizar seus riscos. Para tanto, avaliações físicas periódicas com profissionais de medicina do esporte ou de educação física são fundamentais. E fica o recado: toda atividade física deve ser praticada pelo menos três vezes por semana.
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