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De olho no futuro
A aposentadoria chega cada vez mais tarde, mas planos de previdência são uma fonte de renda extra e uma segurança para o futuro
A expectativa de vida do brasileiro subiu de 69,2 para 72,7 anos em uma década, segundo o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE). Simultaneamente, o sistema previdenciário público tende a oferecer aposentadorias cada vez menores e mais tardias. O resultado da soma destes fatores é que os jovens – e também os não tão jovens – têm se preocupado cada vez mais com as possibilidades de renda na velhice.
É aí que entra a previdência privada complementar. Segundo Márcio Algranti, da MBS Seguros, ela é “uma das melhores maneiras de acumular recursos no longo prazo”. O plano pode ser oferecido pela empresa a seus funcionários ou contratado individualmente em bancos e corretoras especializadas. Caso a empresa não possa participar da contribuição ao plano, uma opção é o plano averbado, em que a empresa se responsabiliza apenas pelo recolhimento na folha de pagamento.
Algranti explica que, atualmente, os planos de previdência seguem os conceitos de contribuição definida – em que o benefício futuro depende da reserva a ser acumulada – e de contribuição variável – em que não há regularidade da contribuição e o benefício também depende dos valores acumulados. “O importante é que a gestão dos recursos seja bem feita no período de acumulação”, afirma.
Para que a previdência complementar corresponda às expectativas, é preciso pensar bem antes de contratá-la. Os principais fatores que influenciam no rendimento são taxa de administração, taxa de carregamento, perfil do fundo e performance do gestor. Além de acompanhar de perto o andamento do plano, é extremamente importante conhecer bem o contrato – principalmente detalhes como as regras de acesso a contribuições da empresa (caso esta participe), possibilidade de migrar os recursos acumulados para outro plano e carências para resgate.
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