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Vale fruta na caixinha?
Você sabia que, em alguns casos, os sucos industrializados são mais nutritivos? Saiba a razão

Todo mundo sabe: é sempre melhor consumir as frutas in natura do que em sua versão industrializada. Mas, na correria do dia a dia, é muito mais prático ter à mão sucos de fruta em caixinhas ou garrafinhas, certo? E não é só a questão da praticidade que conta. Há casos em que elas ganham em termos nutricionais.  

A principal diferença entre os sucos naturais e os industrializados está no processo de envasamento. Para se manterem adequados para o consumo por muitos dias e até meses, os industrializados são pasteurizados, ou seja, sofrem um processo de aquecimento relativamente brando. E aí reside sua vantagem: o suco natural deve ser consumido imediatamente, porque perde suas propriedades minutos após ser preparado, o que não acontece com o industrializado.

A desvantagem é que, para garantir uma validade ainda maior e um sabor ou aparência mais palatáveis, alguns fabricantes ainda lançam mão de corantes, conservantes e açúcares. Por exemplo: um copo de suco de laranja feito na hora (200 ml) tem, em média, 9,7 gramas de açúcar. Já uma caixinha de mesmo sabor conta com 26 gramas.

O consumidor consciente deve, então, ler e comparar os rótulos dos sucos e, sempre que possível, optar pelo que tiver menos açúcar e zero de corantes e conservantes – muita gente não sabe, mas a embalagem longa vida garante sozinha uma certa durabilidade ao alimento, dispensando qualquer produto adicional. 

Nos demais quesitos, é importante buscar quantidades de vitaminas e sais minerais que se enquadrem nas recomendações de consumo diário (essa informação deve constar em todos os rótulos) – lembre que o excesso também é prejudicial, como no caso do sódio. E não desanime ao constatar que todas as caixinhas e garrafinhas são pobres em fibras: os sucos feitos em casa também são. Para consumir as fibras, é preciso ingerir a fruta inteira, e não só a polpa.

Água de coco
 
As mesmas recomendações valem para a água de coco industrializada. A boa notícia é que, para essa bebida em particular, é mais fácil encontrar boas opções no mercado, praticamente tão nutritivas quanto a fruta natural. A marca Kero Coco, produzida pela Amacoco, por exemplo, recebeu o selo de Hidratante Natural da Sociedade Brasileira de Pediatria após passar por testes rigorosos. 

Fica mesmo no paladar a principal diferença entre o coco natural e o de caixinha. E o segundo, em geral, ganha no quesito segurança. Como o coco é basicamente consumido na rua, é preciso prestar atenção à refrigeração da fruta e às condições de higiene do lugar. Além disso, o coco deve ser aberto na frente do consumidor, evitando possíveis contaminações.

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