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Dragão desperto
Inflação volta a preocupar e reflete no mercado financeiro
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Há 15 anos não se ouvia falar em inflação. Mas eis que o dragão acorda, despertado pela alta de preços dos produtos básicos. Metais e alguns alimentos subiram mais de 100%. E o petróleo, o grande vilão, foi de US$ 30 a US$ 140 em cinco anos – a maior alta desde a crise do final da década de 1970. No Brasil, a previsão do Banco Central para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2008 subiu dois pontos percentuais (de 4,5% para 6,5%). Governo e especialistas concordam que não é razão para grande alarde, mas a Bovespa tem registrado quedas recentemente.
A explicação tanto para a volta da inflação quanto para a queda na Bolsa é a mesma: a economia global. A alta dos preços justifica-se pelo aumento do consumo, por sua vez decorrente do crescimento mundial registrado nos últimos anos – mais consumidores para os alimentos e indústrias a topo vapor, principalmente na China e na Índia. Uma pesquisa publicada na revista inglesa The Economist concluiu que dois terços da população passarão a conviver, ainda em 2008, com inflação anual de 10%.
O mercado financeiro, que ainda sofre os efeitos da crise da hipoteca norte-americana (subprime), vê as ações despencando – algumas chegaram a cair 8%. Isso porque, alarmado, o investidor brasileiro tende a vender as ações e o estrangeiro, a fugir dos mercados emergentes. A conseqüência é óbvia: com muita oferta e pouca demanda, a curva é sempre decrescente. Como ainda é cedo para prever quando a crise terá fim, o momento é de cautela por parte dos investidores. Para quem já tem ações na Bolsa ou pretende investir, vale consultar um especialista para saber como agir. Contate a MBS para ter acesso aos módulos do Programa VivaVida.
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