Doctor
De olho na hepatite
Os vírus atacam 1,5 milhão de brasileiros e agem silenciosamente
O fígado é um órgão extremamente complexo e fundamental no corpo humano. Envolvido em funções como estocagem de energia, defesa do organismo e produção de proteínas, não há remédio que possa reavivar um fígado em falência. Nas filas de transplante, ele é mais disputado do que o coração e os rins. Mas o que muitos brasileiros ignoram é que seu fígado pode estar em perigo. Calcula-se que pelo menos 1,5 milhão de pessoas desavisadas sejam portadoras crônicas dos vírus da hepatite B, C ou D. O vírus da hepatite B, por exemplo, é cem vezes mais contagioso do que o da AIDS. O vírus da hepatite A é transmitido por água e alimentos contaminados com fezes humanas. Já os das hepatites B, C e D são transmissíveis sexualmente, pelo contato com material perfurante infectado ou de mãe para filho, durante a gestação ou o parto – e costumam ser perceptíveis quando a doença já chegou à fase de cirrose hepática ou câncer. Para se proteger, é preciso ter alguns cuidados básicos: atenção no preparo dos alimentos e no que é consumido fora de casa (no caso da hepatite A); sempre usar camisinha, agulhas descartáveis e material de manicure esterilizado em autoclaves (para B, C e D); e se vacinar contra os vírus A e B (a vacina da B também protege contra a D). Para a hepatite C, não existe vacina e o que se recomenda é o diagnóstico e o tratamento precoces. Para saber se você é portador de algum tipo de hepatite, só é preciso fazer exame de sangue.
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