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Palma de ouro
Pequeno guia de filmes premiados em Cannes que não podem faltar na sua lista

Cartaz oficial de Cannes 2010

O Festival de Cannes, realizado na França, o berço do cinema, desde 1955, é o principal evento de cinema do mundo. Sua importância vai além da premiação dos melhores do ano, com mostras especiais, debates, retrospectivas e muito mais. Por isso, cinéfilo que se preze precisa estar atento ao que passa – e já passou pelo festival.

Este ano, a 63ª edição do Festival de Cannes, realizada de 12 a 23 de maio, surpreendeu a todos. O júri presidido pelo cineasta Tim Burton (de Alice no País das Maravilhas) entregou a Palma de Ouro ao longa Lung Boonmee Raluek Chat (“Tio Boonmee que se lembra de vidas anteriores”), do tailandês Apichatpong Weerasethakul. O Grande Prêmio foi para Des Hommes et des Dieux (“Sobre homens e deuses”), do francês Xavier Beauvois, e o Prêmio do Júri coube a Un Homme qui Crie (“Um homem que grita”), do Chade.

Aproveite que os premiados deste ano ainda não entraram em cartaz no Brasil para ver ou rever em DVD alguns filmes obrigatórios que venceram a Palma de Ouro no passado. Para conhecer todos os filmes já premiados em Cannes, acesse www.festival-cannes.com

Entre os Muros da Escola (2008)

Vencedor da Palma de Ouro de 2008, o drama do francês Laurent Cantet faz um retrato da realidade francesa atual e analisa a relação entre professores e alunos. O roteiro foi baseado na autobiografia do professor François Bégaudeau, e ele é quem interpreta seu próprio papel no filme. A atuação do ator amador, assim como a dos alunos (que também são atores amadores), impressionou. 

Fahrenheit 11 de Setembro (2004)

O ácido documentário do norte-americano Michael Moore levou a Palma de Ouro no ano em que Quentin Tarantino presidia o júri e foi ovacionado na exibição. Foi o segundo documentário a ganhar o prêmio – o primeiro fora O Mundo do Silêncio, de Louis Malle e Jacques Cousteau, em 1956. 

O Pianista (2002)

O filme do polonês Roman Polanski conta a história de Wladyslaw Szpilman, que escapou do extermínio de judeus patrocinado pela Alemanha nazista em Varsóvia. Depois de agraciado em Cannes, o longa também recebeu o Oscar de melhor diretor, melhor roteiro adaptado e melhor ator (para Adrien Brody). Mas Polansky não pôde ir a Los Angeles para receber o prêmio, devido a uma condenação por estupro que tem nos Estados Unidos. 

Dançando no Escuro (2000)

Dirigido pelo dinamarquês Lars Von Trier, o drama protagonizado pela cantora islandesa Björk inovou o gênero musical e arrancou lágrimas e mais lágrimas da plateia. 

Segredos e Mentiras (1996)

Mais um drama a vencer a Palma de Ouro, o longa do britânico Mike Leigh também levou o prêmio de melhor atriz (Brenda Blethyn) e o Prêmio do Júri Ecumênico. Um drama realista que conta a história de uma jovem negra que decide conhecer a mãe biológica, uma mulher branca de classe baixa que se nega a reconhecer a maternidade. 

Pulp Fiction (1994)

Depois de despontar com Cães de Aluguel, em 1992, Quentin Tarantino arrebentou com Pulp Fiction, considerado por muitos um dos melhores filmes de todos os tempos. O filme também ganhou o Oscar e o BAFTA de melhor roteiro original e o Globo de Ouro por melhor roteiro de longa-metragem. 

O Piano (1993)

O drama da australiana Jane Campion rendeu à atriz Holly Hunter diversos prêmios, entre eles o Oscar, o Globo de Ouro, o BAFTA e o próprio Cannes. Em 1993, o júri entregou a Palma de Ouro a dois filmes: antes de O Piano, venceu também o chinês Adeus Minha Concubina

Sexo, Mentiras e Videotape (1989)

O segundo filme do norte-americano Steven Soderbergh provocou muita polêmica na época e foi muito premiado. Para quem quiser se aprofundar no trabalho do diretor, outros títulos que valem a pena são Traffic e Che

A Missão (1986)

Com Jeremy Irons e Robert De Niro em excelentes atuações, o filme histórico do britânico Roland Joffé narra a guerra de portugueses e espanhóis contra os jesuítas em Sete Povos das Missões, no século XVIII. Destaque para a trilha sonora do italiano Ennio Morricone. 

Paris, Texas (1984)

A obra-prima do alemão Wim Wenders, com Nastassja Kinski e Harry Dean Stanton, ficou marcada pela fotografia, assinada por Robby Muller. 

Missing, Desaparecido (1982)

O diretor grego Costa-Gavras conta a procura de um pai norte-americano pelo filho desaparecido no Chile de Augusto Pinochet. Jack Lemon, que interpreta o pai, também recebeu o prêmio de melhor ator em Cannes. No mesmo ano, Yol, do turco Yilmaz Güney, dividiu a Palma de Ouro com Missing

Apocalypse Now (1979)

Um dos melhores filmes de guerra já  realizados, o longa rendeu a Francis Ford Coppola o Globo de Ouro de melhor diretor. O elenco é composto por nomes como Marlon Brando, Martin Sheen, Robert Duvall e Dennis Hopper. Dividiu a Palma de Ouro com O Tambor, do alemão Volker Schlöndorff. 

Taxi Driver (1976)

Outro filme com Robert De Niro vencedor da Palma de Ouro, Taxi Driver é um dos destaques na carreira de Martin Scorsese. A atriz Jodie Foster, então com apenas 12 anos, foi revelada pelo filme, no papel de uma prostituta adolescente. 

O Pagador de Promessas (1962)

Único brasileiro a receber a Palma de Ouro até hoje, o longa de Anselmo Duarte também foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Com Leonardo Villar, Glória Menezes e Dionísio Azevedo, o filme é baseado na peça homônima de Dias Gomes 

A Doce Vida (1960)

Um dos filmes mais famosos do italiano Federico Fellini traz cenas antológicas de Anita Ekberg. O personagem Paparazzo (fotógrafo parceiro do jornalista Marcello Rubini, interpretado por Marcello Mastroiani) deu origem ao termo que denomina os fotógrafos sensacionalistas.

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