Nutri
Diet, light ou funcional
Entenda as diferenças para emagrecer com saúde
Os produtos diet e light ganharam as prateleiras dos supermercados e são amplamente consumidos por quem quer perder peso. No entanto, poucas pessoas sabem que esses alimentos não têm, necessariamente, baixo teor calórico. “A designação light ou diet pode ser decorrente da restrição de algum nutriente, e não da quantidade de calorias”, explica a nutricionista Roberta Stella, do portal MinhaVida, parceiro do Programa VivaVida.
As linhas diet são desenvolvidas para atender pessoas com alguma necessidade metabólica, como os diabéticos, que não podem consumir açúcar; os fenilcetonúricos, que não podem ingerir fenilalanina; e os celíacos, que não devem comer nada contendo glúten. “Uma geléia de frutas, por exemplo, apresenta frutose (o açúcar da fruta), mas, para ser classificada como diet, não pode acrescentar outros açúcares (como a sacarose)”, explica Roberta.
Já o alimento light deve ter no mínimo 25% a menos de calorias ou de nutrientes específicos quando comparado com o produto regular, também servindo tanto para quem quer emagrecer quanto por quem tem restrições de dieta.Nos dois casos, é importante que o consumidor sempre leia o rótulo para ver se o produto atende a suas necessidades. Um alimento diet sem adição de sódio, por exemplo, não serve para quem deseja perder peso. Também não se deve achar que o consumo de produtos light é totalmente liberado para quem deseja emagrecer, pois a redução calórica pode ser menor do que a esperada.
Para quem limita a dieta a alimentos de baixa caloria, vale a dica da nutricionista: “É importante conciliar uma alimentação de baixas calorias com uma elevada qualidade nutricional dos alimentos”, afirma Roberta. “Não é correto ingerir doces, bolos e tortas diariamente, mesmo estando dentro da quantidade calórica necessária para a redução de peso”, conclui.
Funcionais Segundo a nutricionista, é essencial manter uma alimentação saudável e variada, incluindo frutas, legumes, verduras, peixes, carnes magras, leite e derivados. É aí que entram os alimentos funcionais, que podem ter diversos efeitos benéficos para a saúde se consumidos com regularidade. “Eles fazem parte de um cardápio básico e atuam na prevenção de patologias”, explica Roberta. Confira na tabela alguns nutrientes que têm propriedades funcionais.
Vale lembrar que os alimentos funcionais não são o mesmo que complementos alimentares – como cápsulas de vitaminas. Estes devem ser consumidos preferencialmente sob orientação de um médico ou nutricionista. “O ideal é ter esclarecimentos sobre os efeitos de uma possível superdosagem e se o produto é adequado para o perfil do paciente”, afirma Roberta.
Os alimentos funcionais e suas ações no organismo
| FONTES ALIMENTARES | COMPOSTOS | AÇÕES | | | Abóbora, cenoura, mamão, manga, damasco, espinafre, couve | Betacaroteno | Antioxidante que diminui o risco de câncer e de doenças cardiovasculares | | | Tomate | Licopeno | Antioxidante relacionado à diminuição do risco de câncer de próstata | | | Frutas, legumes e verduras em geral e cereais integrais | Fibras | Reduzem o risco de câncer de intestino e os níveis de colesterol sangüíneo | | | Suco natural de uva, vinho tinto | Flavonóides | Antioxidantes que diminuem o risco de câncer e de doenças cardiovasculares | | | Soja | Isoflavonas | Reduzem os níveis de colesterol sangüíneo e o risco de doenças cardiovasculares | | | Peixes, óleo de peixes | Ácido graxo ômega 3 | Reduz os níveis de colesterol sangüíneo e o risco de doenças cardiovasculares | | | Iogurtes, leite fermentado | Pró-bióticos | Ajudam no equilíbrio da flora intestinal e inibem o crescimento de microrganismos patogênicos | |
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