Mind
Um mundo multipolar
Encontros na Casa do Saber debatem o futuro dos BRICs
Em 2001, o economista-chefe do Goldman Sachs, Jim O’Neill, cunhou o termo BRIC para designar as principais economias emergentes do mundo, que poderiam despontar como potências até 2050. Ele mesmo, posteriormente, refez seus cálculos e concluiu que Brasil, Rússia, Índia e China alcançariam tal status mais cedo, em 2035. Agora, em plena crise mundial, manteve o otimismo e surpreendeu ao revelar que acredita que isso se dará ainda antes, em 2027. O que é certo é que, cada vez mais, as expectativas são de que esses quatro países mudem o cenário político e econômico global muito em breve.
Para explorar o tema, a MBS promove este mês, na Casa do Saber, encontros do módulo Mind para discutir os BRICs. Quem comanda os debates é o professor Leandro Karnal. “São países que estão construindo uma promessa de desenvolvimento. Um mundo multipolar parece estar sendo gerido neste momento. É impossível prever o futuro, mas as economias estão interligadas mais do que no passado e não interessa a nenhum país o colapso do outro”, afirma.
Karnal também é otimista ao relacionar crise financeira mundial e BRIC. “A China sentiu a retração dos mercados mundiais, mas tem uma quantidade de reservas acima de todos os patamares e uma capacidade de investir maior do que muitas economias desenvolvidas. A Rússia continua essencial no fornecimento de gás e petróleo. A Índia sentiu mais, mas a superação da pobreza tem sido constante no país desde a década de 1990. O Brasil, além da capacidade produtiva agrícola e industrial, tem reservas de água que inspiram boas perspectivas”, avalia. “A crise existe para todos, mas ela atinge cada país de forma distinta. Nós, no Brasil, sentimos menos do que outros países”, conclui.
voltar
|