Invest
A vez da Grécia
O mundo todo sente os efeitos da crise financeira grega
Mal o mundo se recuperou da crise do subprime nos Estados Unidos e já se alarma novamente por conta de novos problemas na Grécia. Mas o que acontece realmente por lá?
O problema teve início no déficit do orçamento grego, ou seja, a diferença entre o que o país gasta e o que arrecada, que chegou a 13,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 – quatro vezes mais do que o permitido pelas regras da chamada zona do euro, da qual a Grécia faz parte. A dívida do país passa dos 300 bilhões de euros (cerca de R$ 700 bilhões).
Diante desse cenário e com o aumento das incertezas na economia mundial, os bancos que emprestaram dinheiro ao país passaram a temer o calote. E, como existe uma moeda comum na zona do euro, qualquer um que negocie em euros passa a ser afetado. As agências de classificação de risco, inclusive, rebaixaram a avaliação financeira de outros países europeus em dificuldade econômica, como Portugal, Itália, Espanha e Irlanda.
Para reverter o quadro, a Grécia apresentou um plano para cortar seu déficit para 8,7% em 2010 e menos de 3% em 2012. Para tanto, promete congelar salários públicos, aumentar a idade para a aposentadoria e elevar impostos, o que obviamente gerou protestos da população. Além disso, o Fundo Monetário Internacional e a União Européia devem liberar empréstimos para evitar o efeito dominó da crise.
E no Brasil?
Por aqui, o crédito pode ser afetado. Isso porque, diante da crise, os bancos internacionais tendem a parar de emprestar dinheiro para empresas privadas. As companhias brasileiras que hoje captam recursos no exterior passarão, então, a recorrer ao mercado financeiro nacional, diminuindo a oferta e aumentando os custos dos empréstimos.
voltar
|