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Uma crise iminente?
Ameaça de calote americano pôs o mundo em alerta. Entenda o que aconteceu
Com um acordo fechado aos 45 minutos do segundo tempo, os EUA evitaram o calote em sua dívida externa e pouparam o mundo de uma nova crise econômica. Mas o problema da dívida americana, que está em quase 15 trilhões de dólares, continua a assombrar a economia mundial. Os títulos do governo americano sempre foram considerados garantia de pagamento. Por conta disso, sucessivos governos vêm criando, há anos, buracos orçamentários, gastando sempre mais do que é arrecadado, na crença de que, por maior que seja a dívida acumulada, sempre haverá gente disposta a emprestar ainda mais dinheiro ao país. Só na última década, o teto da dívida americana já foi aumentado dez vezes. Desta vez, no entanto, questões políticas mudaram as cartas do jogo. De olho nas eleições presidenciais de 2012, democratas e republicados empurraram até o limite a definição do novo teto. Os democratas tentando empurrar o aperto de cintos só para depois que Barack Obama já estivesse reeleito. E os republicanos querendo austeridade imediata, o que refletiria em rejeição ainda maior ao atual presidente, pelo menos no curto prazo. O acordo final foi a elevação do teto da dívida, mas dividida em três etapas e condicionada à capacidade de corte que o governo demonstrar nos próximos anos. Ou seja: Obama se livrou da crise imediata, mas terá um período de vacas magras pela frente. “Esta não é a proposta que eu escreveria. Não é um motivo para celebrar. No entanto, acredito que nos dará tempo para encontrarmos a solução real do problema”, discursou o senador republicano Mitch McConnell, que participou da elaboração da proposta bipartidária.
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