Nutri
Com que adoçante eu vou?
Há uma ampla oferta no mercado. Conheça cada opção
Açúcar ou adoçante? Dada a variedade de opções de edulcorantes hoje disponíveis no mercado, a pergunta deve ter complemento. São ao menos nove tipos diferentes de edulcorantes, que são substâncias naturais ou artificiais responsáveis pelo sabor adocicado, indicadas em dietas de restrição de açúcar ou calorias. Conheça cada uma. Sucralose – É o único adoçante derivado do açúcar. Apresenta poder de doçura 600 vezes superior ao açúcar comum e resiste bem às altas temperaturas, por isso é bastante utilizado em produtos esterilizados, pasteurizados e assados. Estudos americanos garantem que a sucralose não apresenta efeitos tóxicos, cancerígenos, reprodutivos ou neurológicos. A substância não é metabolizada pelo organismo, sendo eliminada por completo em 24 horas pela urina. Não causa cáries e reduz a produção de ácidos que as provocam. Ciclamato – Presente em bebidas dietéticas, geleias, sorvetes e gelatinas. Tem poder adoçante 50 vezes superior ao açúcar da cana e sabor semelhante ao açúcar refinado. É derivado do petróleo. Deve ser evitado por hipertensos, já que é usado geralmente em combinação com sódio. É proibido em alguns países, que alegam que o adoçante possui efeitos mutantes em células, cancerígenos e alérgicos. No Brasil, é permitido. Sacarina – É o adoçante mais antigo, usado desde 1900. Deriva do petróleo e apresenta poder adoçante 500 vezes maior que o açúcar da cana. Sozinho, tem gosto residual amargo e metálico, por isso é geralmente combinado ao ciclamato. É absorvido lentamente pelo organismo, não sendo metabolizado – ou seja, é expelido pela urina sem alterações. Aspartame – É produzido a partir de aminoácidos e está presente, por exemplo, nos refrigerantes diet. Tem poder adoçante 200 vezes maior que o açúcar de cana e valor energético de 4 calorias por grama. Em termos de sabor, é o mais parecido com o açúcar, mas não deve ser submetido a altas temperaturas, para não ficar amargo. É contraindicado para portadores de fenilcetonúria e gestantes. Acessulfame-K – Usado em bebidas, sobremesas, gomas de mascar e adoçantes de mesa, é um sal de potássio sintético. Tem poder de doçura 200 vezes maior que o açúcar. O organismo o absorve, mas não o metaboliza. Frutose – Adoçante natural extraído de frutas, cereais e mel, adoça 173 vezes mais que o açúcar comum. Deve ser usado com moderação por causar cáries. Diabéticos devem usar em pequenas quantidades. Esteovídeo – Adoçante natural extraído da planta Stevia Rebaudiana. Adoça até 300 vezes mais que o açúcar e é muito apreciado no Japão. É totalmente atóxico e seguro, mas possui sabor residual amargo. Sorbitol – Originado de frutas e algas marinhas, adoça 50 vezes mais que o açúcar. Deve ser evitado por não diabéticos e não obesos. Manitol – Encontrado em vegetais e algas marinhas, adoça 70 vezes mais que o açúcar, mas não é recomendado para diabéticos e produz efeito laxativo se ingerido em grandes quantidades.
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