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O Brasil foi definido, por 11 países americanos, como referência em política pública de saúde voltada à população masculina. Por solicitação conjunta dessas nações, o Ministério da Saúde vai ajudar os vizinhos a desenvolverem políticas semelhantes à estratégia brasileira.
O pedido foi feito ao final de encontro internacional que reuniu, em Brasília, representantes do Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Costa Rica, México, Guatemala e Canadá, além do Brasil.
O objetivo é criar uma rede de prevenção e atenção à saúde dessa parcela da população, fortalecendo a estratégia no continente americano. Na América Latina, o Brasil desponta como pioneiro nessa ação. Em todo o mundo, só três países tomaram a decisão de implementar políticas focadas na prevenção e promoção da saúde masculina: Brasil, Austrália e Irlanda.
A violência e os acidentes de trânsito são as questões de saúde pública, relacionadas à população masculina, que mais preocupam esses 12 países, por serem as principais causas de morte entre os homens entre 20 e 24 anos na região.
No Brasil, por exemplo, violência e acidentes de trânsito são responsáveis por 41% das mortes nessa faixa etária. Entre os homens brasileiros, 82% das vítimas de morte por acidente de trânsito acontecem nesse grupo.
Além disso, considera-se que, por motivos culturais, os homens têm mais resistência a procurar cuidados médicos e a ter atitudes preventivas com relação a problemas de saúde. Segundo estudos do Ministério da Saúde, a população masculina geralmente procura os serviços de saúde por meio da atenção especializada, já com o problema de saúde detectado e em estágio de evolução. Indicadores mostram que os homens têm hábitos de vida menos saudáveis e estão mais suscetíveis a fatores de risco para doenças crônicas.
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