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| Cartaz da campanha |
A cada três adultos que morrem no Brasil, dois são do sexo masculino. A constatação, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fez o governo rever suas ações de saúde e concluir que o público masculino vinha mesmo sendo deixado de lado. “Temos política de saúde para qualquer coisa que se possa imaginar, mas não para os homens”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
A resposta a tal cenário foi o lançamento da Política Nacional de Saúde do Homem, com verba de R$ 613,2 milhões para ser gasta até 2011 e meta de levar 2,5 milhões de brasileiros entre 20 e 59 anos ao médico pelo menos uma vez ao ano. Desse investimento, R$ 105,6 milhões serão direcionados a programas específicos de vasectomia, ultrassonografia de próstata e cirurgia para doenças do trato genital masculino.
A ideia é que a medida ajude a eliminar a resistência de muitos homens, que só procuram o médico em casos extremos. “Eles são mais resistentes porque têm medo de descobrir a doença em função de serem provedores do lar”, destacou o ministro, lembrando que os homens são as maiores vítimas de doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais, cânceres, colesterol elevado, diabetes e hipertensão.
Vale lembrar que, apesar de a expectativa de vida masculina ter aumentado de 63,2 para 68,9 anos entre 1991 e 2007, ela ainda fica 7,6 anos abaixo da média das mulheres.
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