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Em 28 de abril comemora-se o Dia Mundial da Segurança do Trabalho. E, diferentemente do que muitos possam pensar, não são apenas os setores que expõem seus funcionários a produtos químicos, temperaturas e ruídos extremos ou radiação que precisam se preocupar com o assunto. Independentemente do ramo de atividade, toda empresa é responsável pelo bem-estar e pela integridade física de seus colaboradores durante a jornada de trabalho.
Como explica Lucio Costa, superintendente técnico da Micelli Soluções em Saúde Empresarial, parceira MBS no módulo Doctor do Programa VivaVida, uma das principais causas de afastamento do trabalho são os problemas ergonômicos, presentes em todos os setores produtivos. “Mobiliário fora dos padrões adequados, posturas inadequadas e movimentos repetitivos podem estar presentes em qualquer escritório e, muitas vezes, passam despercebidos”, afirma. Ele chama a atenção também para os riscos mecânicos aparentemente inocentes: um carpete solto ou um piso molhado podem ser a causa de uma queda com consequências graves.
Para que os acidentes de trabalho sejam evitados, Costa recomenda ações de conscientização dos colaboradores com relação aos principais riscos a que estão expostos. E também um trabalho preventivo por parte do RH, que pode ser feito com auxílio de uma consultoria. Neste caso, deve-se, primeiramente, levantar a quantas anda a saúde dos funcionários e quais os riscos mais prováveis a cada função. Depois, parte-se para ações práticas, delineadas caso a caso. Para a empresa, apostar na segurança do trabalho significa, além da redução do absenteísmo e dos investimentos com assistência médica, a valorização de seu patrimônio humano. “Manter um ambiente de trabalho organizado e com condições laborais salubres é uma obrigação legal, mas também é fundamental para que os colaboradores possam utilizar seus momentos de descanso realmente para descansar, e não para cuidar de uma doença”, exemplifica.
Outro bom incentivo para quem pretende investir em segurança: a partir de janeiro de 2010, entrará em vigor a nova alíquota do Seguro de Acidente do Trabalho – hoje, em 1%, 2% ou 3% da folha de pagamento. De acordo com o grau de risco averiguado na empresa, esses valores poderão cair pela metade.
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