|
Foi-se o tempo em que só mulheres e crianças precisavam evitar a rubéola. Alvos das campanhas contra a doença realizadas em anos anteriores, estes dois grupos são os que, agora, exibem a menor incidência de contaminação pelo vírus. Sobrou para os homens, que, no ano passado, representaram 70% dos casos registrados em todo o País. Exatamente por isso, homens jovens e adultos estão na mira da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola, promovida pelo Ministério da Saúde.
Até 12 de setembro, todos os homens e mulheres entre 20 e 39 anos devem receber a vacina dupla viral (contra rubéola e sarampo). Já os que têm entre 12 e 19 anos devem receber a tríplice viral (rubéola, sarampo e caxumba). Quem já foi vacinado pode e deve repetir a dose. A contra-indicação é apenas para mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez.
Por que evitar? Além do incômodo dos sintomas (febre baixa, manchas na pele e dores de cabeça e pelo corpo), a rubéola, quando contraída por mulheres grávidas (em qualquer período da gestação), pode provocar abortos e má-formação congênita do bebê. Em crianças, há risco de cegueira, surdez e retardo mental. Os homens ficam “livres” de conseqüências mais graves, mas precisam ter consciência de que podem se tornar portadores do vírus e, desta forma, responsáveis por possíveis surtos da doença. Se todos atenderem ao chamado público, como é esperado, esta deverá ser a maior campanha de vacinação já realizada em todo o mundo – o governo espera imunizar ao menos 70 milhões de pessoas; o recorde, até agora, foi o registrado em 1992, quando o Brasil vacinou 52 milhões de crianças contra o sarampo. A intenção da Organização Pan-Americana da Saúde é eliminar completamente a rubéola até 2010.
voltar
|