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| Cartaz da campanha |
O Ministério da Saúde deu início recentemente a uma campanha sobre doença falciforme. Uma doença hereditária do sangue, ela afeta um em cada mil cidadãos brasileiros. Trata-se de uma anomalia dos glóbulos vermelhos (hemoglobinas), detectada nos recém-nascidos pelo teste do pezinho. A partir dos 4 anos, o diagnóstico é feito por exame de sangue.
A hemoglobina é essencial para a saúde porque transporta oxigênio do pulmão para todos os órgãos do corpo. A hemoglobina normal é chamada de A, e os indivíduos normais são considerados AA, porque recebem um A da mãe, outro A do pai.
Na doença falciforme, a hemoglobina produzida é anormal, e chamada S. Quando a pessoa recebe de um dos pais o A e de outro o S, diz-se que tem traço falcêmico. O portador de traço falcêmico não é doente, sendo, portanto, assintomático.
Quando os dois pais são portadores de traço falcêmico, alguns filhos podem ser doentes, portadores de traço falcêmico ou normais.
Quando uma pessoa recebe de pai e mãe a hemoglobina S, ela nasce com a doença falciforme. A hemoglobina S faz com que a hemácia perca a maleabilidade, fique rígida e “grude” na parede dos vasos do corpo, diminuindo a circulação do sangue.
Os principais sintomas são: anemia crônica, causada pela rápida diminuição dos glóbulos vermelhos; icterícia (cor amarelada na pele e nos olhos); e síndrome mão-pé (inchaços muito dolorosos nos punhos e tornozelos, mais frequentes até os 2 anos de idade). A doença falciforme não causa nenhum retardo no desenvolvimento, mas provoca crises de dor que muitas vezes requerem atendimento especializado.
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