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O setor de planos de saúde do Brasil é considerado o campeão mundial de cesarianas. E isto não é razão para orgulho. A proporção de partos cesáreos na saúde suplementar chega a 80,72%, muito além dos 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Só para efeito de comparação, a Holanda apresenta 14%; os EUA, 26%; o México, 34%; e o Chile, 40%.
A fim de mudar esta realidade, algumas operadoras têm aderido à campanha nacional do Ministério da Saúde – “Parto normal: deixe a vida acontecer naturalmente”. É o caso da Bradesco Saúde, que passou a distribuir informes em que explicita os ganhos com o parto normal, tanto para a mulher quanto para o recém-nascido.
Vantagens – Entre as principais vantagens do parto normal estão a rápida recuperação da gestante; a redução em 120 vezes da probabilidade de o bebê nascer prematuro e desenvolver problemas respiratórios; a redução das chances da mulher desenvolver hemorragia ou infecção pós-parto; a diminuição do risco de problemas em futuras gestações, como a ruptura do útero e o mau posicionamento da placenta; e a certeza de que o bebê se adaptará bem à vida extrauterina, já que tudo ocorreu em seu percurso natural. As cesarianas devem ser opção para casos específicos, como bebê sentado, gestação de risco ou duas cesáreas anteriores. Fora isso, é uma exposição desnecessária a riscos.
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