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Taxa de administração deve ser avaliada
31/07/2007

A atração exercida pelo fundos de renda variável é inegável e isso pode ser comprovado pelo volume de recursos migrados das carteiras de renda fixa para as mais agressivas nos últimos meses. Entretanto, mesmo tentado a promover uma mudança no seu portfólio, o investidor deve ficar atento aos riscos de uma operação como essa.

Para os consultores ouvidos pelo Valor, antes de tomar qualquer decisão, o aplicador deve avaliar sua capacidade de tolerância a perdas. Além de retornos altos, o investimento em bolsa tem entre suas principais características a volatilidade. Ou seja, é comum ter momentos de fortes ganhos alternados a outros de duras perdas, o que pode assustar os de coração mais fraco.

"O ingresso na bolsa é sempre mais aconselhável para aqueles que têm um horizonte de investimento de longo prazo", diz o sócio da MBS Consultoria e corretor de seguros, João Herreiros.

No caso da previdência, o prazo está ligado diretamente à idade do aplicador. Portanto, é fundamental se observar o tempo restante para o resgate dos recursos. "Quanto mais próximo de se aposentar, menor deve ser o porcentual aplicado em bolsa. Mas é importante lembrar que essa regra também depende do apetite pelo risco do investidor", adverte.

Segundo o executivo, um prazo curto de investimento, no entanto, não é um impeditivo para que o investidor possa migrar uma parte ou a totalidade do seu dinheiro para um fundo que aplique em renda variável. "Na previdência, os fundos podem aplicar, no máximo, 49% em renda variável. Mas existem diversas carteiras que aplicam menos, justamente para atender os diferentes perfis de risco".

Outro ponto que deve ser levado em conta é a taxa de administração. Tradicionalmente, fundos de renda variável cobram mais que os DI ou de renda fixa. No caso da previdência, a discrepância entre taxas é menor do que a observada no mercado de fundos de investimento tradicionais. Porém, ainda assim, uma carteira de renda variável de uma empresa de previdência chega a cobrar 3,5% de taxa de administração. "O ideal é procurar fundos que cobrem, no máximo, 2%, para renda variável, e 1%, no caso da renda fixa", aconselha Herreiros.

O consultor ainda alerta para a taxa de carregamento dos recursos, presente apenas em fundos de previdência. "Existem inúmeros fundos que têm taxas variáveis de acordo com o tempo de permanência dos recursos. Quanto maior o tempo da aplicação menor o custo. Esses são os mais recomendados", avalia Herreiros. (T.V.)

Valor Econômico
http://www.valoronline.com.br

 

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